terça-feira, 30 de novembro de 2010

Meta

Já escrevi para entender outras pessoas.
Já escrevi para extravasar toda minha alegria.
Hoje escrevo para me entender.

À espera da palavra perfeita, eu ouço meu inconsciente.
Até poderia dizer que o que escrevo é mais verdadeiro que minhas palavras ditas.

Eu falo para impressionar.
Eu falo para agradar.
Eu falar para (des)valorizar.
Eu falo para questionar.
Aqui eu escrevo para me abrir.
Este lápis atua como um punhal no meu peito.
Daqui só saem as palavras mais puras da minha alma.

Oh, querido leitor, se, por algum motivo, eu jogar meus textos no mar, dentro de uma garrafa e você achar e vier a se apaixonar, você ama meu eu essencial.
Poderia dizer que você é o que me ama de verdade.

Não, não corra.
Não se desespere.
Pode ser que neste momento eu esteja compartilhando meu destino com alguém que goste do meu eu exterior.
Digo eu, não uma personalidade criada, porque meu eu exterior é tão essencial que eu não vivo sem ele.



Um recado para o amante do meu eu essencial: Sempre vou esperar por você, por mais que eu tente desistir.



* o lápis é porque este texto está escrito no meu caderno do Pikachu.

2 comentários:

Thiara Pagani disse...

Voltou a escrever?
Que lindo Alan, me surpreendeu.

Até.

Rafael Luz disse...

excelente texto... não pare de escrever.